29 de abril de 2011

Aquela sensação de muitas moléculas de endorfina e dopamina percorrendo o seu corpo, de cima pra baixo, de baixo pra cima. Indo do sorriso dos meus olhos até o brilho da minha boca.
Uma vontade de falar, e falar. Falar muito, e pular, e abraçar, e gritar, e correr. Ao mesmo tempo, que vem aquela vontade contraditória de ouvir, e sentir, e olhar, e admirar, e reparar, e te segurar... ficar lá e verbiar.
É tão engraçado como isso consegue mudar o caminho de volta pra casa.
E é engraçado como isso é familiar. Essa familiaridade com esse nervosinho gostosinho, talvez não seja bom. Talvez esteja cedo demais, e frequente demais, e ilusório demais. Mas, tá bom demais, também.
É gostoso conseguir sorrir, sem nenhum esforço, para os desconhecidos na rua novamente.

25 de abril de 2011

Ela espera ansiosa a segunda-feira chegar. E quando chega a segunda-feira, não vê a hora do tempo passar pra procurar um entre tantos olhares no pátio, só pra poder passar um tempo conversando com ele. Mas as vezes, ele a acha.
Sei lá... ela é uma no meio de tantos jeitos, cabelos, e conversas diferentes, e sabe bem disso, mas não se importa. Ela sabe que também tem o seu jeito de ser.
Ela gosta tanto do seu sorriso com os dentes separados, e da sua língua presa, que antes a irritava e incomodava, mas que agora, quase não percebe. Gosta dos brincos na orelha - dois na esquerda e um na direita - todos com argolinhas (como ela gosta).
Quando ele aperta as bochechas dela, ou quando ela passa ao seu lado no corredor, e ele a segura, uma onda de muitas coisas percorre o seu corpo. É, menina. Você tinha até se esquecido dessa sensação doce-amarga, dessa ansiedade tão boa que chega junto com alguém.
Mas, vá com muito cuidado. Talvez você queira demais, então, deixe como está, que tudo irá ficar bem, no seu devido lugar!
E espero, menina, que tudo corra bem. Espero que esse pensamento que te percorre a cabeça, aconteça, pra te tirar um sorriso do rosto, sem querer.

22 de abril de 2011

Não quero nada.
Não quero você, não quero seu tempo, seus beijos, seus abraços, sua atenção, seu carinho, seu prazer, seu calor, suas mãos nas minhas.
Não quero nós na cama, não quero nós dois no banco, não quero o depois, nossas madrugadas e nossas conversas bobas.
Não quero uma tarde (boa) com você, não quero a gente rindo, não quero nossas brincadeiras boas, não quero a gente nos olhando profundo, não quero dormir do seu lado, não quero ouvir sua respiração enquanto dorme.
Não quero me sentir inferior, não quero me sentir superior, não quero me sentir única, não quero ser só eu, não quero que seja só você.
Não quero te cobrar nada, não quero que você se irrite, não quero me machucar, não quero pensar e comparar.
Não quero surtar, não quero sentir ciúmes, não quero me importar.
Não quero que pergunte do meu dia, não quero saber do seu, não quero que me espere, não quero que me deixe um boa noite quando não estiver, não quero que me fale boa noite todos os dias, não quero te pedir nada, nem quero que você me peça.

É simples: só quero ser.
Ser alguma coisa.
Não ser nada, é a última coisa que desejo.
Eu quero uma conversa. Ser uma pessoa... não esnobada (afinal, eu não mereço nem um pouquinhozinho disso).

18 de abril de 2011

sabe;

é tudo diferente, eu sei. Nossas vidas não tem nada a ver. Nada. Mesmo.
Nunca achei que iriamos descruzar nossos caminhos dessa maneira, mas aconteceu, e aconteceu porque você escolheu.
E sabe, faz tempo, mas mesmo assim eu fico sonhando, imaginando e querendo...
Sabe, faz tempo, e isso ainda me atinge. Não poder contar com você me atinge.
Ver por ai o que você faz, como você é, me atinge (você sabe).
Afinal, quando te conheci, você era assim só comigo. Era só eu, sempre foi ninguém além de mim, até agora (que nem ser, sou).
Entenda meu desespero.
Entenda que você nunca foi esse menino. Pelo menos, não comigo.
E entenda que me dói, no fundo do coração ver, só ver bem de longe, o seu jeito bonito de ser. Ah, o seu jeito bonito, que antes era meu, mas que agora não me pertence nem mesmo em um "oi". Esse seu jeitinho, que talvez muitos nem deêm tanto valor como eu, que não enchergam detalhes que só eu vejo, mas eles tem o que eu não tenho. Eu sempre tive, nem que fosse só um pouco, sempre estava ai.
Eu sinto falta.
Sinto saudades de uma coisa que você tirou da gente.
E se você me disser que não, prefiro acreditar que é mentira.
Prefiro acreditar que ainda sou, do que acreditar nas suas palavras de agora.
Mas me diz, menino que me cansa sem falar nada, onde está o meu lugar e o meu valor nisso tudo? Onde você me escondeu? O que e por que você quis que tudo fosse assim?
Eu posso ser mais. E sei que você não vai se arrepender se me deixar ser.
Mas sei também que não quero mais (tanto assim) ser. Por mais que doa, voltar a ser a sua, e te ter... não.
Eu te vejo feliz assim, e isso me faz feliz de certa maneira.
Me dói, me tortura, mas sei lá... eu consigo respirar melhor.
Não quero ser, mas uma coisa eu confesso: queria, e muito, que você queria que eu ainda fosse, só um pouco das coisas (que poucas não foram).

10 de abril de 2011

vazio

Inspiro fundo. Fecho os olhos. Expiro.
Sinto um vazio.
É estranho não sentir nada, mas ao mesmo tempo, sentir tudo.
Sentir que dessa vez não há o que fazer.
É, sentir que agora tudo foi embora de uma vez, como amarrar uma ponta da linha em um dente de leite mole, a outra na fechadura da porta, e fechá-la rápido. Pra sair tudo logo.
Só acho, que demorou pra isso acontecer.
Sentir um vazio tão grande assim, nunca aconteceu. Ter vontade de falar, de saber, de abraçar, de ver, de olhar, de muitas coisas, mas não poder.
Dói, sentir que falta muita coisa, saber que era tudo preenchido, a sua maneira (por pior que fosse), e que agora, só com um pouco mais de vontade do outro lado, eu sentiria um vazio (um pouco) mais cheio.
Não há o que fazer. As vezes acho que podia ser diferente. Um pouco de importância nunca é ruim. Mas talvez, se fosse diferente, os nós não iriam se desatar. Não pra mim.
Espero te agradecer no futuro, por ter me causado essa dor e esse vazio, mas por ter me feito não querer mais.

Tem umas coisas guardadas aqui dentro, por involuntariedade, que sei que vão demorar um bocado pra sair. E enquanto isso, eu vou imaginando e sonhando e querendo.

8 de abril de 2011

Está tudo se esvaziando ao meu redor, mas o meu coração continua cheio.
Eu vejo o meu menino mais feliz sem minha presença.
Sinto minha melhor amiga, querendo e sorrindo mais com outra(s).
Não ouço um "oi" nem um "tchau" da minha companheira.
As vezes, tenho que me desculpar por não estar bem, pro meu amigo.
Se lágrimas caem do meu rosto, coisas ruins irei ouvir dos meus familiares, por que sou fraca.
Sim, eu sou fraca, e sentimental (até demais).
Eu sinto em perder o que eu tenho, sinto em ver tudo indo pra caminhos diferentes e distantes, e eu não conseguir juntar mais forças pra correr por esses caminhos. Ao menos consigo fazer alguém se sentir bem, e sorrir.
Eu desisto, de tudo.
Dos amores, dos amigos. Do pai, da mãe, do irmão. Dos estudos, da dança, dos sonhos.
Vou deixar tudo ir, pra muito, muito longe daqui. Eu acho que cansei de me importar, de querer saber, mas só eu. Acho que eu cansei de ir atrás por realmente querer, e virem atrás de mim, só por interesse em algo.
Eu cansei, e eu desisto. Mesmo o meu coração ainda estando cheio.
Quem quer, agora vem.

7 de abril de 2011

E agora aqui, eu vou escrever tudo, com e sem sentido.
É, eu preciso.
Sabe o que acontece? Eu quero chorar. Quero mesmo. Me machucar, errar e aprender, mas, só se for por outros motivos. Já faz tanto tempo, que nada me deslacera como isso, que está ficando massante (até pra mim).
Não sei de onde eu tirei e tiro tanta força pra tentar sempre a mesma coisa, pra ficar batendo na mesma tecla. Não consigo entender como consegui me magoar, machucar, chorar, sofrer, gritar tanto, e mesmo assim, continuar querendo.
Eu sempre quis, desde o momento em que me vi sem isso nas mãos. Corri atrás. E sempre consegui segurá-la, por mais difícil que tenha sido (e doloriso) tinha um momentinho que valia a pena. Não tanto, mas pelo menos, eu tinha aquilo aqui comigo.
E hoje, pela primeira vez depois de tanto tempo, essa coisa escapou das minhas mãos e sinto que não vou conseguir apanhá-la mais.
Justo hoje, esse mês, esses dias, que estão dando um contraste grande com o real " está tudo bem".
Estava tudo tão, tão bom. Eu via o sentimento nos seus olhos quando te olhava, eu sentia no seu toque, no seu abraço, no boa noite. Eu sentia reciprocidade, se não sentisse, não iria ser tudo como foi esses últimos dias, tempos... chame como quiser. Eu vi reciprocidade nas suas palavras, nos seus gestos. E melhor que isso, teve iniciativa. Justo quando eu vi que não fazia mais sentido eu ficar ali, tentando fazer você enxergar o verdadeiro valor das coisas, você a viu sozinho.
Quando eu abri a mão, pra essa coisa voar pra longe daqui, você me fez querer agarrá-la.
E eu, agarrei.
E foi bom, não foi? Por um tempo, um tempo longo, perto dos meus "desesperos".
Eu dormia e acordava bem comigo, com o mundo. Eu me sentia leve, sentava-me na frente do computador sem nenhuma preocupação, chegava em casa e um "boa noite" me esperando. Era tudo muito natural, as coisas boas fluiram, as conversas, as brincadeiras, tudo, tudo era muito bom, muito melhor. Pela primeira vez, acho, naqueles dias(s) você me tratou como o esperado. Sempre teve aquela minha preocupaçãozinha, mas naquele momento, até ela se tornou insignificante
E então, tive uma recaída. Uma recaída por causa de uma têpêemê. Uma brincadeira mal interpretada que acabou virando outra coisa.
E depois dessa recaída, tudo só foi decaindo, e decaindo...
E eu, que tinha me ligado mais a você, estou tendo que aprender a me desligar de novo, de uma maneira (muito) mais brusca.
Já que agora você me diz que tudo só era "bad". Que as coisas eram boas só para mim.
Mas não, sabemos que não.
Não fui eu que fui atrás dessa coisa, da última vez. Eu não precisei me desgastar. Se as coisas tivessem sido assim mesmo, nem existiriam "as coisas", porque eu já tinha desistido. Tudo partiu daí.
E então, agora tem que ser eu, com meu deslaceramento, de novo. Mas antes, eu tinha uma certeza incerta que você iria querer que eu segurasse essa coisa, uma hora ou outra, você tinha algum interesse. Isso foi antes.
O ruim (péssimo), é que dessa vez eu sei que não há outra saída, a não ser a desistência. Eu nunca desisti, sempre disse que iria, mas não. Não é desistir por fraqueza, é por não aguentar mais.
É ruim ter que deixar isso ir, voar pra longe do meu alcançe, até do meu campo de visão (onde sempre - sem excessões - esteve), mas, talvez dessa vez tudo não seja tão ruim assim.